Foi uma chuva atípica. Até então nunca tinha visto aquele tanto de água cair na quadra. Mas foi dito que ia ter jogo, e jogo teve.
Um certo atraso, pois São Pedro se incumbiu de formar um complexo de lagos na quadra, o que impedia a bola de rolar. Ninguém estava com coragem de enfrentar a chuva, até que o Lasanha se prontificou a enfrentar o aguaceiro, sendo seguido pelos demais.
Desfalques à parte, o jogo foi muito bom, com lances arrsicados, inusitados, e até inéditos, como o gol do André num cruzamento de lateral cobrado por Vitler: "um golasso, digassi di passagi", como disseram alguns.
Tudo transcorria bem, até que Lasanha saca seu Bic, no melhor estilo lança chamas, e contesta um lance que ninguém, até então, havia discutido. Foi um lance de mão proposital do Heitor, que nem ele contestou. Mas Lasanha estava lá, irredutível e discutindo com seu irmão gêmeo Herbert se havia sido falta ou não, e se ela poderia ser cobrada do meio de campo, com tiro livre direto, tal qual determinava a regra.
No gol, André, e na batida de falta, Rafael. Embora tenha o primeiro determinado o canto certo da meta, por pouco não conseguiu fazer a defesa, inclusive triscando a bola. Aqueles que com Lasanha discutiram comemoraram como se fosse a final de 94. Já o outro time, cabisbaixo, se deixou render pela emoção, acabou levando o segundo e teve que deixar o campo.
Foi um dia atípico. Bons lances, gols inusitados, e muita, mas muita chuva. Contudo, nada atrapalhou a diversão.
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